ANTT muda exigência de seguros para o transporte de cargas: o que mudou em 2026?
Se você é caminhoneiro autônomo (TAC) ou possui uma transportadora, é importante ficar atento às novas exigências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A partir de 2026, a fiscalização dos seguros obrigatórios passou a ser muito mais rigorosa, utilizando integração eletrônica entre a ANTT e as seguradoras. Na prática, isso significa que não basta apenas contratar o seguro: ele precisa estar devidamente registrado e vinculado ao RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Caso contrário, o transportador poderá sofrer sanções, incluindo a suspensão do registro.
A principal novidade é que a ANTT passou a verificar automaticamente a situação dos seguros obrigatórios por meio de um sistema integrado com as seguradoras.
Antes, a comprovação ocorria principalmente por meio de documentos apresentados durante fiscalizações. Agora, a verificação é eletrônica, permitindo que a ANTT identifique rapidamente transportadores que estejam operando sem a cobertura exigida pela legislação.
Quais seguros são obrigatórios?
Atualmente, os transportadores devem manter vigentes os seguintes seguros:
RCTR-C – Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas
Este seguro cobre os prejuízos causados à carga em decorrência de acidentes durante o transporte, como colisões, tombamentos, incêndios e outros eventos previstos na apólice.
RC-DC – Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga
Protege contra prejuízos decorrentes do desaparecimento da carga, incluindo roubo, furto qualificado e outras hipóteses previstas contratualmente.
RC-V – Responsabilidade Civil de Veículo
Esse seguro cobre danos materiais e corporais causados a terceiros em razão da circulação do veículo durante a atividade de transporte rodoviário de cargas, sendo uma das exigências atualmente fiscalizadas pela ANTT.
Quem precisa contratar?
A obrigação alcança tanto:
- Caminhoneiros autônomos (TAC);
- Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC).
Dependendo da forma de contratação do frete e da existência de subcontratação, algumas responsabilidades podem variar, mas a regularidade dos seguros continua sendo requisito para o exercício da atividade.
O que acontece se os seguros estiverem irregulares?
Caso a ANTT identifique ausência, vencimento ou inconsistência nos seguros obrigatórios, o transportador poderá enfrentar diversas consequências, como:
- suspensão do RNTRC;
- impedimento para realizar transporte remunerado de cargas;
- autuações e demais penalidades previstas na legislação.
Por isso, é fundamental acompanhar a vigência das apólices e confirmar se elas estão corretamente vinculadas ao cadastro do transportador.
Como evitar problemas?
Algumas medidas simples ajudam a manter sua empresa em conformidade:
- conferir periodicamente a validade das apólices;
- verificar se os seguros foram corretamente informados à ANTT;
- manter contato com a corretora ou seguradora para atualização cadastral;
- revisar a documentação sempre que houver renovação do seguro.
Conclusão
A nova forma de fiscalização da ANTT representa um avanço na segurança jurídica e operacional do transporte rodoviário de cargas. Entretanto, também exige maior atenção dos transportadores quanto à regularidade de seus seguros.
Manter as apólices vigentes e corretamente registradas deixou de ser apenas uma obrigação documental e passou a ser um requisito constantemente monitorado por meio eletrônico. Assim, a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar multas, suspensão do RNTRC e prejuízos à atividade de transporte.